Vídeo-arbitragem já dá frutos

Aqui no Fura-Redes sempre fomos defensores da introdução do vídeo-árbitro e aqui fica um bom exemplo sobre este assunto: o encontro entre o Willem II e o Ajax, a contar para a primeira ronda da Taça da Holanda, tem um lugar garantido na história do futebol e Anouar Kali como o protagonista.

A entrada perigosa do médio sobre Lasse Schöne valeu-lhe em primeira instância o cartão amarelo, momento em que entrou em ação Pol van Boekel.
Mesmo fora das quatro linhas, e depois de analisar o lance, o vídeo árbitro teve uma ação decisiva no desenrolar do encontro ao aconselhar Danny Makkelie a mostrar o cartão vermelho.
O árbitro não teve problemas em seguir o conselho que chegou com ajuda das novas tecnologias e efetivamente as imagens não deixam margem para dúvidas.

O recurso à vídeo-arbitragem encontra-se ainda em fase de testes mas para já, os resultados são prometedores. A decisão sobre a sua adoção em definitivo será tomada em 2018.

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HISTÓRIA: 400 Jogos europeus para SLB


Quando defrontar o Nápoles na próxima jornada da Liga dos Campeões, o Benfica atingirá a curiosa marca de 400 jogos para as competições europeias. Um número considerável no panorama europeu, se tivermos em conta que apenas 5 equipas conseguiram melhor, a começar pelos grandes espanhóis – Barcelona com 527 jogos e Real Madrid com 503.


Claro que, nestas coisas de contabilidades, cada um faz as suas e há aqueles que reduzem as provas apenas às que são disputadas sob a égide da UEFA, esquecendo que para que um jogo seja oficial, no estrito sentido do termo, basta ser organizado por uma federação ou várias, não exigindo supervisão da confederação continental que, aliás, só surgiu em 1954. É este o caso de provas de grande prestígio, como foram a Copa Mitropa ou a Taça Latina, ensaios para o que viria a ser a futura Taça dos Campeões Europeus.
A 1ª equipa portuguesa a participar numa competição continental foi, no entanto, o Sporting dos ‘Cinco Violinos’ que, em 1949, chegou à final da Taça Latina, tendo perdido para o Barcelona por 1-2. No ano seguinte, foi a vez da estreia encarnada, conquistando a taça em Lisboa, frente ao Bordéus num encontro que meteu uma finalíssima e 2 prolongamentos.

399, portanto, os jogos do Benfica, divididos entre Taça Latina (3 participações), Taça/Liga dos Campeões (35), Taça das Taças (7), Taça das Feiras/UEFA/Liga Europa (18, em 5 delas caído da Liga dos Campeões) e Taça Ibérica (1, edição única de 1983-84 entre campeão de Portugal e Espanha).

Como Já escrevi é um número considerável no panorama europeu, se tivermos em conta que apenas 5 equipas conseguiram melhor, a começar pelos grandes espanhóis – Barcelona com 527 jogos e Real Madrid com 503. E estas são as únicas acima dos 500 jogos europeus, somando além de presenças nas mesmas competições do que os encarnados a disputa frequente da Supertaça.
A Juventus, de Itália, conta com 481 jogos, tendo também participado na Copa Mitropa e na Taça Intertoto, seguindo-se o Bayern de Munique (447 jogos) e o Inter de Milão (420). Depois sim, o Benfica nesta sua 400.ª aparição europeia, superando o Ajax (393), o Milan (392), o Liverpool (364) e o Manchester United (329) numa classificação que contabiliza as 10 equipas com mais confrontos continentais.

Naturalmente, em Portugal os encarnados levam vantagem sobre todos os outros participantes em competições congéneres. O FC Porto vem em seguida com 363 jogos, o Sporting somará esta semana 317, e o Sp. Braga 113, já deixando para trás os 100 do Boavista cumpridos na época de 2002-2003 com o atingir das meias-finais da Taça UEFA.
Portugal já levou 26 equipas diferentes a provas continentais, sendo o Arouca a mais recente, estreando-se esta época que agora decorre.

Em Nápoles surge então o jogo 400. Curiosamente, a estreia do Benfica nas taças europeias também foi contra um clube italiano, a Lázio, na Taça Latina de 1950. Uma vitória clara no Estádio Nacional por 3-0 que iria fazer disparar a equipa do inglês Ted Smith para a conquista de um troféu único no futebol português.

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O impacto de Jorge Jesus no SCP

Uma perspectiva interessante que fui buscar ao Cabelo do Aimar e apesar de não ser um defensor aguerrido do papel da formação nos grandes em Portugal não deixo de assinalar o colocar em causa de um dos maiores dogmas do futebol nacional (a formação do SCP):

«O impacto do Jorge Jesus na estratégia desportiva do Sporting pode ser constatado na lista de convocados para o jogo do Estoril. O ADN do Sporting é a formação. O pessoal goza com muita coisa, mas existe algo que, penso, ninguém discute: a qualidade da formação sportinguista e isto desde os anos 80.

O Benfica começou recentemente a apostar na formação. Recuperámos muito do atraso que tínhamos em relação ao Sporting neste aspecto. Começam a sair jogadores de qualidade internacional, os jovens do Benfica são seguidos e, no futuro, parte da selecção nacional será constituída por jogadores que passaram pelo Seixal. Mas não podemos dizer que a formação esteja no ADN do Benfica, pelo menos nos dias que correm.
 
Esta foi então a lista de convocados do Sporting para o jogo do Estoril: 7 portugueses, 2 dos quais guardar-redes e o João Pereira. Se JJ continuar pelo Sporting, daqui a 10 anos, se a selecção tiver 2 jogadores formados no Sporting já é muito. Mas os sportinguistas não vão querer saber porque, se JJ ficar por muitos anos no Sporting, será sinal que teve sucesso... às custas da identidade do clube, mas teve sucesso...

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Rui Vitória faz milagres

O Benfica ganhou por 2-0 em casa do Chaves e soma e segue na Liga: 1º lugar, melhor ataque, melhor defesa e nenhuma derrota. 

Neste contexto, quem sou eu para por em causa a competência de Rui Vitória principalmente depois de mais uma excelente vitória com uma série de problemas, complicações e roubalheira no caminho do Benfica mas:

- se alguém quer colocar a baliza do Benfica em perigo é só bombear bolas para as costas de Nelson Semedo que é o aí Jesus. André Almeida por favor mister;

- Lisandro Lopez não dá segurança e é displicente... Luisão merece uma oportunidade;

- Salvio, com muita pena minha, perdeu as capacidades físicas para jogar ao mais alto nível. 



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Portugal. O bug do milénio

Na baliza, Quim (Braga). À sua frente, quatro homens entre Nélson (Porto), Couto (Lazio), Jorge Costa (Porto) e Rui Jorge (Sporting). No meio-campo, Paulo Sousa (Panathinaikos) orienta Figo (Real Madrid), Rui Costa (Fiorentina) e Simão (Barcelona). No ataque, a dupla sportinguista Sá Pinto e JVP. No banco, o selecionador António Oliveira. Estamos a 3 de setembro de 2000 e é o arranque da qualificação para o Mundial-2002, em Tallinn. Ganhamos 3-1, com golos de Figo, Rui Costa e Sá Pinto.

Avançamos uns quantos anos e já estamos a 19 de novembro de 2013. É o último jogo de qualificação para o Mundial-2014, versão play-off. Em Estocolmo, ganhamos 3-2 com hat-trick de Ronaldo. Na baliza, Rui Patrício (Sporting). À sua frente, quatro homens entre João Pereira (Valencia), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (Fenerbahçe) e Coentrão (Real Madrid). No meio-campo, Moutinho (Monaco), Miguel Veloso (Dínamo Kiev) e Meireles (Fenerbahçe). No ataque, Hugo Almeida (Besiktas) puxa os centrais para trás na tentativa de estender a passadeira aos extremos Nani (United) e Ronaldo (Real Madrid).

Para quê esta lenga-lenga toda? Nem sequer há um único elo de ligação. Calma rapaziada. Fala-se das qualificações para o Mundial. As de Portugal. De 2000 a 2013, a seleção faz 46 jogos. O primeiro é o tal 3-1 em Tallinn. O último é o fascinante 3-2 em Estocolmo. Voltamos amanhã a essa contabilidade, com a Suíça, em Basileia. É o 47.º jogo de apuramento para os Mundiais desde a chegada do ano 2000. Sabe dizer-nos quantas vitórias acumulamos? Isso é um 31. Da armada? Nope. É mesmo um 31. Ao todo, 31 vitórias. Ah, bom. Clap clap clap, aplausos. Somos merecedores de aplausos pela elevada percentagem de sucesso. E empates, quantos temos? É um 31. Da armada? Nope, again. É mesmo um 31. Só que invertido. Habemus 13 empates, uns mais escandalosos que outros. Como aquele 2-2 em Vaduz, com o Liechtenstein, em que entramos a ganhar 2-0 e sofremos dois golos de uma equipa de amadores. Ou como aquele 0-0 em Braga, com a Albânia. No final, Carlos Queiroz falha o flash interview com esta justificação engraçada: “Há muitos elevadores e escadas no estádio.”


Queiroz. Ainda bem que o homem aparece no texto. Até parece de propósito. Não é, acredite. Acontece que o homem tem aqui uma história com a gente em matéria de Mundiais. Ora bem, vamos lá a contas. Se ganhamos 31 jogos e empatamos 13, isso dá 44. Faltam dois. Ou melhor, duas. Derrotas. Sóóóóó? Isso mesmo, só. É obra. É Portugal Continental e ilhas (obrigado Pauleta, Eliseu, Ronaldo e afins) no seu melhor. Quais são, quais são? A impaciência é grande, enorme. A malta quer saber. Antes de mais, a Malta não é tida nem achada para este assunto. Quer dizer, ganhamos-lhe 4-0 lá, 4-0 cá. Com o professor Queiroz. O tal.

O tal que contabiliza a primeira derrota nacional em qualificações para os Mundiais desde 2000. Em Alvalade, a uma quarta-feira, 10 de setembro de 2008. No apito, o catedrático Howard Webb (Inglaterra). Eles, os “maus”, vestem-se de branco. Nós, os “bons”, de vermelho. Hugo Almeida cruza e Nani empurra, 1-0 aos 42’. Penálti sobre o capitão Nuno Gomes e Deco transforma, 2-1 aos 86’. Daí para a frente, é um triste fado, escrito por Poulsen (89’) e Jensen (90’+1). A Dinamarca ganha 3-2. O onze inclui nomes como Quim (Benfica); Bosingwa (Chelsea), Ricardo Carvalho (Chelsea), Pepe (Real Madrid) e Paulo Ferreira (Chelsea); Raul Meireles (Porto), Maniche (Atlético Madrid) e Deco (Chelsea); Nani (United), Hugo Almeida (W. Bremen) e Simão (At. Madrid) (cap). Ou seja, nenhum leão em Alvalade. Poissss. Assim é complicado, amigos.

Passam-se uns jogos, viram-se uns anos, olá 2012. Mais precisamente, 12 de outubro. Em Luzhniki, a espinha dorsal do Euro-2012 está lá, com a grande maioria a chamar a si o protagonismo. Casos de Rui Patrício (Sporting), João Pereira (Valencia), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (Zenit), Coentrão (Real Madrid), Miguel Veloso (Dínamo Kiev) e Moutinho (FCP); Nani (Man. United), Postiga (Saragoça) e Ronaldo (Madrid) (cap). O único intruso, por assim dizer, é Ruben Micael (Braga). Um golo madrugador de Kerzhakov, aos 6’, atira-nos ao tapete e nunca mais nos levantamos. Quer dizer, até sairmos de Moscovo. A partir daí, voltamos à cepa torta: empates assim-assim e vitórias categóricas, como aquelas duas dos hat-tricks de Ronaldo, em Belfast (4-2 à Irlanda do Norte) e Estocolmo (3-2 à Suécia). Desta vez, em Basileia, o capitão está fora. Por lesão. Amanhã, lá teremos de puxar carroça sem ele. Caso contrário, será um 31. Da armada.

Fonte: Rui Miguel Tovar in Observador.pt
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Tecnologia Nacional Lidera no Futebol‏

1º evento a nível mundial de futebol amador com GPS

Startup portuguesa lança tracking inovador de GPS de futebol fora dos clubes profissionais.
1 milhão de dados GPS recolhidos em apenas um dia de evento

Este último fim de semana em Leiria o futebol nacional liderou em mais outra faceta a nível mundial. Pela primeira vez numa competição de futebol amador cada jogador foi avaliado em termos físicos e tácticos através do tracking dos seus movimentos. Este tipo de produto que está a mudar o futebol (ex: sucesso do Leicester em Inglaterra) e estava disponível só para clubes profissionais a elevados custos, passa a estar disponível para os atletas de futebol amador, devido à inovação e empreendedorismo da Magicoach.
A recolha dos dados é realizada  através de dispositivos GPS Magicoach colocados numa braçadeira em cada jogador. Estes geram um vasto conjunto de indicadores físicos e tácticos que permitem avaliar o desempenho individual, assim como aumentar a interacção entre os vários jogadores. São calculados através de algoritmos, nomeadamente, o número de quilómetros percorridos, a quantidade de sprints, a velocidade máxima e a percentagem do tempo em esforço. Todos estes indicadores agregados confluem nos Magicpoints, que permitem uma avaliação física integrada de cada jogador. Na componente táctica são medidas as zonas de maior influência de cada jogador no campo, criando-se a partir daí um mapa posicional do seu jogo. No evento deste fim de semana cada equipa pôde saber qual o seu estilo de jogo e esforço de cada jogador e a Magicoach pôde designar os melhores em cada categoria, aos quais foi entregue uma taça de vencedor.
Os mais de 250 jogadores, responsáveis de equipas e organização do evento foram unânimes em considerar a experiência um sucesso ao acrescentar aos jogos uma nova componente de competição e interacção.
Sobre a Magicoach e potencial de mercado
A Magicoach é uma startup portuguesa que antecipou há 2 anos uma oportunidade de mercado de trazer as análises avançadas de futebol para os 250 Milhões de jogadores amadores a nível mundiall. Desde aí investiu em criar algoritmos avançados, aparelhos GPS e em criar uma nova experiência competitiva com rankings, desafios, mapas e outras novidades a serem lançadas em breve. A tecnologia foi já avaliada com o Selo Excelência da Comissão Europeia no âmbito do projecto SME Instrument ().
Lançamento mundial em Setembro
O lançamento do Magicoach no mercado mundial está previsto para Setembro, através de uma campanha de crowdfunding, que permitirá aos jogadores e outras entidades aceder ao produto a preços promocionais e em primeira mão. Está já disponível a aplicação mobile para iOS e Android que irá sincronizar com os aparelhos GPS e onde se podem ver já muitas das capacidades e gráficos da mesma.
Recursos úteis:
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Campeão Europeu!

É hoje quarta-feira e ainda me caem lágrimas ao ver imagens de Domingo! Mágico! Que sonho! Obrigado Fernando Santos! Obrigado Capitão CR7! Obrigado aos 23 jogadores heróis nacionais! Obrigado Portugal!



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Campeões da Europa!!!

Uma imagem para a história! Ainda não caí em mim! Viva Portugal!


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Até os comemos!!!!!!

Força Portugal!!!!


(ilustração de José Paulo)
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Melhores e Piores E

Voltamos a apresentar esta rubrica agora com os jogadores das seleções do Grupo E, Itália, Bélgica, República da Irlanda e Suécia
. A divisão é feita entre melhores e piores de todas as seleções de cada grupo, tendo cada metade 4 secções: Defesa (incluindo o Guarda-Redes), Meio-Campo, Ataque e Selecionador.


Apreciamos comentários sobre as nossas escolhas!

Melhores - Defesa:
- O tridente de defesas centrais da Itália e da Juventus, composto por Barzagli, Bonucci e Chiellini tem sido espetacular na sua prestação. Destaque para Bonucci como o grande líder desta defesa que eleve o jogo dos seus companheiros e já leva uma assistência;
- Thomas Meunier, a quem foi dado o lugar de defesa direito nos 2 últimos jogos da Bélgica, depois de Laurent Ciman ter sido titular contra a Itália, tem feito boas exibições, dando um óptimo dinamismo à sua ala;
- Victor Lindelöf jogou apenas um jogo na sua posição natural, o único empate da Suécia, tendo sido lateral nas duas derrotas. Não é a sua posição natural e viu-se com problemas na adaptação mas mostra um enorme espírito de sacrifício do jovem central do Benfica;
- Martin Olsson continua a conseguir fazer o corredor esquerdo como uma qualidade excepcional, trazendo grande segurança defensiva e dando um apoio inestimável ao ataque;

Melhores - Meio-Campo:
- Todos os defesas/médios ala italianos até agora têm estado excepcionais. Candreva, Florenzi e Giaccherini têm sido a principal força do sistema tático de Conte, sendo cruciais nos dois momentos mais importantes do jogo italiano: defesa/contenção e transição;
- Nainggolan e Witsel têm sido os melhores do meio-campo belga. O primeiro com o golo da vitória no último jogo e que, depois de ter avançado no terreno no segundo jogo, conseguiu a liberdade criativa que procura ter. O antigo médio do Benfica tem tido a sua presença habitual no meio-campo, quer na função de contenção, quer no apoio ao ataque;
- Brady e Hoolahan são os nomes dos dois heróis da República da Irlanda, por coincidência, ambos jogam no meio-campo. Destaque para Hoolahan que, pelo vigor e garra demonstrados, parece ser bastante mais novo do que os seus 34 anos;
- Emil Forsberg foi o médio sueco que teve maior energia e que mais qualidade teve, especialmente nas suas movimentações e nos seus perigosos cruzamentos;

Melhores - Ataque:
- Éder e Pellé têm produzido os resultados desejados, tendo marcado 1 golo em 2 jogos cada pela seleção italiana. Têm a pouca sorte de jogarem por uma equipa em que a bola chega aos avançados uma vez em cada 15 minutos mas, pelo menos até agora, não têm tido problemas com isso;
- Lukaku, para quem viu o Euro 2016 até agora, será uma escolha estranha para esta lista. É um trapalhão com a bola, ganha poucos lances aéreos e atrasa o ataque. No entanto, tem 2 golos em 3 jogos;
- Ibrahimovic aparece aqui, como outros antes dele, não pelas suas exibições neste Europeu mas porque anunciou a sua retirada do futebol internacional e temos de dar parabéns merecidos a um dos melhores avançados que os grandes palcos já viram;

Melhores - Selecionador:
- Antonio Conte da Itália tem o mérito de pôr uma seleção italiana desfalcada a ganhar e a ganhar como sempre o fizeram. É também um dos únicos treinadores que fazem a dupla função de selecionador e treinador de clube e o seu trabalho na Juventus, de onde saiu agora para o Chelsea, é visível nesta equipa italiana que tem muitos jogadores da vecchia signora;

Piores - Defesa:
- Salvatore Sirigu tem a infelicidade de, num dos poucos jogos oficiais em que tem a oportunidade de mostrar ser o sucessor do grande Buffon, sofre o único golo da Itália na fase de grupos;
- Alderweireld e Vermaelen têm tido prestações insatisfatórias até agora no centro da defesa com muitas responsabilidades pelo 1º golo sofrido contra a Itália e este tem sido o pior sector da Bélgica;
- Granqvist e Johansson, à semelhança do que se passa na seleção belga, o centro da defesa da Suécia foi o que esteve menos bem, especialmente Johansson que entrou para substituir o lesionado Lustig, fazendo com que Lindelöf jogasse à direita na defesa;
- Seamus Coleman era, teoricamente o jogador com mais talento e reputação da República da Irlanda mas até agora não tem mostrado a sua capacidade de explosão ofensiva que o fez ser conhecido. Pode estar a poupar-se para a próxima fase;

Piores - Meio-Campo:
- Thiago Motta tem estado apagado no meio-campo, mostrando alguma debilidade física para conseguir acompanhar os poucos momentos de transição rápida da equipa e tendo alguma dificuldade para conseguir defender de forma efetiva a sua posição;
- Fellaini aparece nesta lista mas pode ter poucas responsabilidades. A verdade é que teve uma prestação horrível contra a Itália mas pode ter sido devido à colocação como médio-centro ofensivo, posição em que se sente menos confortável;
- Aiden McGeady tem, à semelhança de Coleman, aparecido pouco e tem responsabilidades para mais. É um bom avançado mas tem de mostrar mais numa equipa que precisa desesperadamente de velocidade e capacidade criativa;
- Ekdal e Kallstrom estiveram aquém das expetativas no meio-campo sueco e fizeram com que o 4-4-2 adoptado por Erik Hamrén funcionasse de maneira débil e previsível e fosse muito permeável às defesas contrárias;

Piores - Ataque:
- A dupla belga de Mertens e Origi não tem conseguido entrar bem nem resolver alguns dos problemas ofensivos belgas como a qualidade do último passe e a finalização;
- A dupla irlandesa de Keane e Long têm estado mal e os seus 0 golos marcados podem atestar isto, precisando a Irlanda que os seus médios finalizem;
- A dupla sueca Berg e Guidetti não têm toda a responsabilidade na pouca qualidade ofensiva da sua seleção mas pede-se mais a quem joga lado a lado com Ibrahimovic, devido não só a qualidade deste mas também à atenção que lhe é dedicada pela defesa adversária;

Piores - Selecionador:
- Erik Hamrén da Suécia tem alguma responsabilidade por ter feito pouco ajustamentos de jogo para jogo e por ter insistido num estilo de jogo e sistema tático que trouxeram pouco rendimento à sua equipa e que podem ter sido os factores da eliminação da Seleção Sueca;
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O Tempo Passa, a Itália Fica...

O Fura-Redes a acompanhar a fase final do Euro 2016 em França. Analisamos de seguida o Grupo E onde se encontravam a Itália, a Bélgica, a República da Irlanda e a Suécia. Um grupo em que a Itália provou aos seus adeptos, aos média e ao mundo que continua a ser um forte candidato ao título europeu, por muitas críticas que lhe dirijam. A Bélgica fica assim em 2º lugar, decepcionando um pouco mas pior ficou a Suécia com Ibrahimovic a despedir-se cedo do seu último campeonato europeu de futebol.

A Itália é capaz de ser a única seleção mundial que, após mais de 60 anos, continua a praticar o mesmo estilo de jogo com o mesmo sistema tático do 3-5-2. Não desiste do futebol que é chamado por muitos de aborrecido e que provoca resultados "pouco merecidos" mas, quando continua a ser tão efetivo, poucas razões há para mudar. Baseamos a nossa admiração no jogo contra a Bélgica pois a Suécia não tem tantos argumentos e, no jogo contra a República da Irlanda, a Itália sabia estar desde já apurada em 1º lugar (sem poder fugir a um confronto épico contra a Espanha nos oitavos-de-final). A Bélgica era claramente o adversário mais perigoso para o eventual domínio italiano, facto que provaram tanto no próprio frente-a-frente entre os números 2 e 12 do ranking mundial da Fifa, como, e especialmente, nos jogos contra a Irlanda e contra a Suécia. No entanto, o estilo de jogo em que a bola e o espaço são dados ao adversário para permitir contra-ataques rápidos pelas alas ou bolas lançadas nas costas da defesa foi super efetivo contra a Bélgica e selou assim o primeiro lugar do grupo E para a Itália. Embora o percurso para a Itália seja difícil, a começar já pela campeã europeia em título, e haja algumas favoritas ao título final, a Itália tem motivos para estar contente e confiante já que está a jogar a um nível muito semelhante ou superior (embora com estilos completamente opostos) em comparação com a Espanha, França e Alemanha.

A outra equipa que se qualificou neste Grupo E foi a Bélgica. A seleção que muitos dizem ser uma das não-favoritas a poderem causar sérias surpresas, ficou em 2º lugar e, como Portugal, na metade teoricamente mais fraca da fase a eliminar. Fez três boas exibições, sendo que no seu primeiro jogo perdeu para a estratégia e tática italianas e no último teve outra vez alguns problemas na finalização e na organização defensiva. Se talento também não falta à seleção belga, alguns jogadores que têm criado altas expetativas pelas boas épocas conseguidas, ainda não apareceram de forma determinante nesta equipa, os maiores exemplos são De Bruyne e Mertens. Hazard, Lukaku e Ferreira Carrasco são outros que terão de demonstrar mais se a Bélgica quiser chegar o mais longe possível. Entretanto e especialmente nos dois últimos jogos, Nainggolan e Witsel têm se mostrado a óptimo nível no meio-campo belga e portas poderão abrir-se depois deste Euro 2016 em clubes de maior reputação que a Roma e o Zenit respectivamente. A Bélgica parece ter sofrido muito com o futebol mais fechado e direto que todos os seus adversários no grupo praticam e a má notícia é que o seu próximo adversário é a Hungria, que não só pratica o mesmo estilo mas como ficou em 1º lugar do grupo F e está empatada em 1º lugar como o melhor ataque deste Euro 2016.

A República da Irlanda não quis ser a única equipa das Ilhas Bretãs, presentes nesta fase final do Euro 2016 (falta apenas a Escócia) a ficar para trás nesta fase de grupos e apurou-se em 3º lugar tendo feito 4 pontos graças a um empate esforçado contra a Suécia e a uma vitória nos últimos minutos de uma Itália em poupança (entre os muitos jogadores não usados, encontrava-se a lenda viva Buffon). A República da Irlanda terá de agradecer muito ao experiente Wes Hoolahan, jogador de 34 anos do Norwich que já tem uma assistência e um golo e tem compensado a falta de criatividade e eficácia dos seus avançados. É o seu companheiro de equipa do Norwich, Robbie Brady que fica como o herói do apuramento para os oitavos-de-final mas Hoolahan tem sido mais consistente e deverá ser titular no jogo contra a anfitriã França. Não esperamos grande coisa desta República da Irlanda, especialmente no jogo contra os gauleses que jogam em casa e têm muito mais qualidade e talento à sua disposição.

A Suécia ficou em 4º lugar do Grupo E e está assim eliminada do Euro 2016. Tem de ser visto como uma desilusão pois o talento que têm - não falamos apenas de Ibrahimovic - deveria ter sido suficiente para pelo menos conseguirem uma vitória contra a República da Irlanda e lutado por ser um dos melhores 3os. Não o fizeram e também não conseguiram evitar as derrotas contra a Bélgica e a Itália. Ibrahimovic será, muito à semelhança de Cristiano Ronaldo, o 1º a ser culpado e quem verá mais responsabilidades a serem-lhe atribuidas mas, por muito mais que se esperava que o avançado sueco que jogava em França, onde joga pelo PSG, marcasse pelo menos um golo, não é apenas por ele que a Suécia teve esta má prestação no Euro 2016. Tanto Marcus Berg como John Guidetti e o próprio Sebastian Larsson fizeram más exibições e o próprio selecionador insistiu na mesma forma de jogar e no mesmo sistema tático mesmo com os consecutivos maus resultados. Teremos de esperar para ver mas sendo certamente o último Campeonato internacional para Ibrahimovic e muito provavelmente para outras duas referências suecas - Kallstrom e Isasksson - podemos prever tempos algo turbulentos para esta seleção nórdica na procura de outras referências e de jovens talentos para preencher os grandes vazios deixados.
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