Acabou a zeros a grande decisão do Grupo E da Liga dos Campeões 2021/22 entre Barça e SLB. Para os lisboetas, fica o gosto amargo na boca por ser uma oportunidade de ouro de ganhar em Camp Nou.
Aquela bola final de Seferovic...
Mas faltar só uma vitória, em casa, frente ao D. Kiev para passar, num grupo com Barcelona e Bayern, é excelente. E se não não formos capazes de limpar o D. Kiev também não vamos fazer nada aos 8os e mais vale irmos para a Liga Europa.
Mas vamos ao jogo:
A 1ª parte correu mal ao Benfica, teve uma grande oportunidade por Yaremchuk, num canto, e um golo anulado a Otamendi, noutro. Ofensivamente foi isso. Por outro lado, mostrámos grandes dificuldades defensivas, pois qualquer jogador que tenha velocidade aparece na cara do Vlacho ou qualquer passe de rotura rasga tudo lá atrás. Como já tinha acontecido em Munique. Zero melhorias aqui. Somos apanhados vezes sem conta em um para um, onde os nossos laterais quase sempre são ultrapassados. Sim, Otamendi fez um jogo gigante mas um desafio a apagar fogos. A ideia não é defender assim. É evitar as situações. Vejo muita gente a confundir raça com qualidade. Sim, é o único sector que tem raça e que os jogadores comem a relva mas taticamente é um buraco.
Na 2ª parte, o Barcelona caiu muito, só pela entrada de Dembélé mostrou as garras e Jorge Jesus, foi optando por partir o jogo e meter jogadores para as transições ofensivas rápidas. Uma decisão polémica mas que respeito. Aliás, o jogo acabou por lhe dar razão, com aquela bola final de Darwin/Seferovic. Mas esta vertigem que Jorge Jesus gosta, quando sabe que o empate serve mais à sua equipa e que a outra precisa de um golo, que já tantas lágrimas nos custou, é um risco. É atirar uma moeda ao ar e ver onde cai.
Ontem, da parte dele, correu bem, tenho de lhe tirar o chapéu mas esta formação, com 1 ano e meio do seu trabalho é ainda uma equipa sem qualquer capacidade tática, que vive de arrancadas individuais e da alma dos centrais que temos lá atrás. É pouco para o que lhe o pagamos.
Inexplicável também a continuada decisão de colocar os 3 avançados ao molho no centro do campo. Onde há mais defesas e menos espaço..
Num jogo destes, encosta o Rafa à direita. Deixa-o lá. Só precisava de apanhar uma bola quando a equipa do Barcelona estiver mal posicionada. O que aconteceu umas 10 vezes