Estou mortinho para ouvir as teorias da comunicação social afecta ao FC Porto! Mas a sério? O que passou na cabeça do treinador do FC Porto? Jogo decisivo em que podia carimbar praticamente o apuramento, tem o GR mais experiente do mundo no plantel, mas não, vai estrear um jovem na maior competição de clubes do Planeta!
Imagino como deve ter ficado contente Iker Casillas! Agora, além da derrota, SC ainda ficou com um problema na baliza.
Logo na primeira bola José Sá largou e o Leipzig inaugurou o marcador e depois a dupla de centrais dos dragões não conseguiu sossegar mais e foi falha atrás de falha. Foram 3, podiam ter sido 4 ou 5. Valeu ao FC Porto a sorte de nas duas bolas paradas que teve na 1ª parte marcou golo, sem fazer nada que justificasse a vantagem mínima ao intervalo. Na 2ª parte a equipa portuguesa pareceu estranhamente amorfa e quase satisfeita com o resultado (?!?!) e a formação alemã aproveitou para carimbar a primeira vitória de sempre na Champions.
Surpreendido com esta displicência toda no FC Porto. Não é normal...
Juventus e Real Madrid decidem no próximo sábado, em Cardiff, quem será o novo dono do futebol na Europa. Um duelo de gigantes com enormes motivos de interesse:
O MELHOR CAMPEÃO INVICTO?
A Juventus tem a hipótese de ser campeã invicta na atual edição da Liga dos Campeões. O feito já foi alcançado seis vezes desde a temporada 1992/93, mas, em caso de vitória na final de sábado, a Velha Senhora poderá tirar onda até com os outros invictos: terá aproveitamento de 84,6%, com dez vitórias e três empates. Barcelona e United, como mostra a tabela abaixo, são os invictos de melhor desempenho até então, com 79,4% dos pontos conquistados.
TEMPORADA PRIMOROSA E... TRÍPLICE COROA?
Os comandados de Massimiliano Allegri foram brilhantes de cabo a rabo da temporada 2016/17: levaram a Copa Itália e o inédito hexacampeonato italiano. Os números de cada campeonato, com aproveitamentos próximos de 80%, mostram a superioridade da Juve no cenário nacional.
Mas, uma Liga dos Campeões eleva o status de superioridade a outro
nível, pois fecharia o ciclo com uma tríplice coroa, a segunda de um
time italiano na história (a Internazionale chegou lá em 2009/10). Nem
mesmo o Real Madrid, com 11 conquistas de Liga dos Campeões, arrematou
as três taças em uma tacada só - e também não será desta vez, pois
apesar de os madridistas terem vencido a Liga Espanhola, foi o Barcelona
quem levantou a Copa do Rei da Espanha.
A 12ª VEM EM FORMA DE BICAMPEONATO?
O Real não se cansa de levantar a orelhuda, mas a cada ano existe um novo recorde para cair por terra. A bola da vez é ser campeão em anos seguidos, façanha ainda inédita desde 1992/93, na versão Liga dos Campeões. Quatro equipes tiveram a oportunidade e não conseguiram: Milan, Ajax, Manchester United e a adversária Juventus. Chegou a hora do time de Zidane? Ah, vale lembrar que o próprio Real Madrid já detém o recorde de maior sequência de títulos do torneio, justamente nas cinco primeiras edições (de 1955/56 a 1959/60), quando o formato era distinto do atual.
REAL BICHO-PAPÃO VS. JUVE VICE
Se falarmos de aproveitamento em finais por clube, achamos uma curiosidade que pode até ser vista por alguns como presságio para o que vai acontecer no Estádio Nacional de Gales: o Real arremata a taça em quase 80% das vezes, enquanto a Juve perde três a cada quatro decisões que disputa. Será que a Velha Senhora contraria as estatísticas? Lá embaixo na tabela, o Atlético de Madrid é o único clube a disputar mais de duas finais que nunca levantou a taça orelhuda.
RAIO-X DOS JOGADORES: CURRÍCULO E ARTILHARIA
Se compararmos o nível de experiência em competições internacionais dos elencos de Juventus e Real Madrid, não é errado pensar que, com Buffon, Chiellini, Bonucci, Dani Alves e companhia, o time italiano tem mais tarimba. Mas, se a análise for pelos títulos da Champions jogador por jogador, os merengues dão uma senhora lavada - com o perdão do trocadilho. São 35 títulos acumulados contra apenas cinco da Juve, levada nas costas pelas três taças de Daniel Alves, que, por sua vez, as conquistou pelo Barcelona. Fica a expectativa pelo confronto pessoal entre Dani e CR7 pela quarta taça da vida de um deles. Quem leva essa? Francisco Gento, com seis conquistas de Taça dos Campeões pelo Real Madrid (55/56 a 59/60 e 65/66), é o mais vitorioso da história.
O abismo é grande também na artilharia. Cristiano Ronaldo é, de longe,
não só o maior artilheiro em Ligas dos Campeões presente neste duelo,
como também o é em toda a história, com 103 gols. Companheiro de CR7 no
ataque, Benzema está no Top 5 dessa lista geral também, com 51. Curioso
notar Higuaín, que marcou oito de seus 17 gols pelo Real Madrid,
liderando a lista da Juve, e Morata, em contrapartida, na relação dos
madridistas, tendo assinalado sete desses 11 gols pela... Juventus.
Não, não é uma batalha, é futebol! Aí está lançada mais uma grande Final da Liga dos Campeões! Hoje, o Atlético Madrid eliminou o Chelsea em Londres e juntou-se ao eterno rival Real Madrid na final de Lisboa! É a 1ª final da Champions para os colchoneros desde 1974! Do outro lado, José Mourinho, depois de ter desistido do jogo da 1ª mão, fica à beira de não vencer nada neste regresso ao Chelsea.
Que loucura que se vai viver nestes dias em Madrid! E antevejo, desde já, uma final totalmente em aberto, com resultado improvável! Este Atlético ainda não perdeu um jogo nesta edição da maior competição de clubes do planeta.
Nesta 2ª mão jogo totalmente diferente de há uma semana com as equipas a esgrimirem um duelo táctico apaixonante na 1ª parte, num jogo de intensidade máxima.
Num jogo repartido, com o Chelsea um pouco mais subido do que o adversário e com mais bola mas sempre com um olho nas transições rápidas do Atlético, foi Fernando Torres a abrir o marcador desta eliminatória, depois de uma grande jogada de Willian, sendo que o espanhol não celebrou o golo à equipa que o formou.
Mas, aos 44 minutos o Atlético de Madrid, conseguiu o momento da disputa, quando o maestro Tiago lançou a bola para o 2º poste onde saiu a assistência para Adrien empatar o jogo. Como são fatais golos à beira do intervalo numa meia final!
2ª parte completamente dominada pelo Atlético, com os ingleses a só conseguirem assustar nas bolas paradas (Terry e David Luiz estiveram muito perto da baliza de Courtois).
Na outra baliza brilharam Diego Lopez, de penalty, e Arda Turan a fecharem o placard em 1-3.
A UEFA pôs à venda, a partir desta segunda-feira, os bilhetes para a final da Liga dos Campeões, que se realiza a 24 de Maio, no Estádio da Luz. O preço dos bilhetes varia entre os 70 e os 390, havendo ingressos a 280 e a 160 euros.
Segundo a UEFA, quem quiser adquirir bilhetes poderá fazê-lo preenchendo uma candidatura online, que estará disponível até 21 de março. Depois dessa data, os solicitadores terão de esperar pelo sorteio para saber se conseguiram ou não ingresso.
Cada pessoa poderá adquirir um máximo de dois bilhetes em cada categoria de preços.
Alex Stepney prestou a sua homenagem a Eusébio no dia em que o Pantera Negra se despediu da vida. O antigo guarda-redes do Man. United não esquece o aplauso do português após uma intervenção decisiva na final da Taça dos Campeões Europeus de 1968. O Benfica perdeu o jogo no Estádio de Wembey, após prolongamento (4-1).
Num depoimento recolhido pelo The Guardian e disponibilizado pelo jornal inglês ao Maisfutebol, Stepney faz o que não fez naquele instante que perdurou na memória colectiva. Depois de travar o remate de Eusébio, com 1-1 no marcador, o guarda-redes nem se apercebeu que foi aplaudido pelo adversário, afastando-se no momento em que o King tentou cumprimentá-lo.
«Depois de fazer aquela defesa, não me apercebi do que estava a acontecer junto a mim, sinceramente. Faltavam poucos minutos para o final e eu queria iniciar um contra-ataque, portanto enviei a bola para o Tony Dunne. Vi algo pelo canto do meu olho mas não percebi ao certo o que era», esclarece, acrescentando: «Só mais tarde, quando vi na televisão, é que percebi o que tinha feito Eusébio. Tinha ficado ali a aplaudir-me! Bem, isso demonstra o tipo de pessoa que ele era, o respeito que ele demonstrou por mim e pelo futebol foi tremendo.»
Alex Stepney foi recolhendo informações preciosas sobre Eusébio antes da famosa fina de 1968. «Um ano antes da final da Taça dos Campeões Europeus de 1968, o Manchester United jogou contra ele e contra o Benfica num jogo de exibição em Los Angeles. Tínhamos acabado de vencer a Liga inglesa. Nesse jogo, ele marcou-me um par de golos.»
«Eu não o sabia nessa altura, mas o que aprendi nesse dia ao defrontar Eusébio acabou por ser extremamente útil em Maio, no estádio de Wembley. Isso ajudou-me, certamente, a ter o desempenho que tive na final da Taça dos Campeões Europeus».
O antigo guarda-redes prolonga o raciocínio: «Com quanta frequência se consegue ter pela frente jogadores verdadeiramente de topo? Eu tinha ouvido tudo sobre Eusébio e tinha visto vários jogos dele na televisão, quer no Mundial de 1966, quer quando o United venceu o SLB por 5-1, no ano anterior à minha chegada ao clube. Usei tudo isso quando o defrontei.»
«Sabia que ele ia querer fuzilar a baliza»
«Todo esse conhecimento permitiu-me ter uma hipótese naquela defesa perto do fim da Taça dos Campeões Europeus, quando o jogo ainda estava 1-1. Uma defesa que perdurou no tempo», remata.
Chega então o momento decisivo. Bem perto do final do tempo regulamentar, Eusébio surge à entrada da área, com a baliza do Manchester United à sua mercê. Stepney era o derradeiro obstáculo. «O relvado de Wembley, nessa altura, era lento e pesado. Quando a bola vinha pelo ar, achei que teria 55 por cento de hipóteses de chegar a ela primeiro. Porém, a bola travou e o Eusébio chegou primeiro. Mesmo assim, por ela ter parado um pouco, tive a oportunidade de recuar um pouco e colocar-me na melhor posição.»
«Eu sabia que ele ia querer fuzilar a baliza, porque era dessa forma que ele marcava grande parte dos seus golos. Isso ajudou-me», admite. Eusébio atirou em força, com o pé esquerdo. O dono da baliza do Manchester United encaixou no peito.
O United foi a primeira equipa inglesa a conquistar a Taça dos Campeões Europeus, chegando ao 4-1 no prolongamento. Anular Eusébio era fundamental no encontro decisivo. «Na final, a nossa missão era travar Eusébio e sabíamos que dessa forma teríamos mais chances de levantar o troféu europeu. Na primeira parte, ele marcou um livre e a bola bateu na trave! Ele era daqueles jogadores, como Bobby Charlton, que tinha um pontapé fulgurante! A bola rematada por ele nesse livre bateu na trave e veio para trás, saindo da área. Isso prova a potência do seu remate.»
«Depois daquela final ainda nos encontrámos mais três ou quatro vezes. A última vez foi quando o Manchester United jogou com o Benfica, há dois anos, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes, na época 2005/06, alguns de nós fomos a Portugal como convidados do United e do Benfica. Almoçámos com alguns deles e, no jogo em nossa casa, ele veio a Inglaterra. Foi ótimo estar ao lado dele», acrescenta Alex Stepney.
O antigo guarda-redes inglês, atualmente com 71 anos, continuou a ouvir falar de Eusébio. Mesmo nos Estados Unidos da América: «Ele era um cavalheiro. Quando deixei o United em 1979 e fui jogar para a América, para os Dallas Tornado, estava na mesma equipa que António Simões. Falávamos bastante e ele dizia-me o grande homem que Eusébio era, o prazer que tinha tido em jogar ao lado dele.»
«Eusébio foi certamente um dos maiores nomes deste desporto e marcar mais de 700 golos pelo seu clube é algo incrível. Não importa quem seja, em que era jogues. Conseguir algo assim é extraordinário, sobretudo no nosso tempo, quando as bolas eram mais pesadas e os relvados não eram como são hoje. Tive o grande prazer e a honra de jogar conta ele», remata Stepney.
Ontem foi o dia do Bayern de Munique! Um dia para a história do clube bávaro com a conquista do seu 5º título de Campeão da Europa! Para o melhor jogador do jogo com o Borussia Arjen Robben foi um dia de acabar com a sua conhecida malapata nos grandes palcos e jogos. Depois de falhanços históricos no ano passado contra este rival e de um golo cantado que não conseguiu marcar na Final do Campeonato do Mundo 2010, Robben brilhou em Wembley com o golo da vitória já no minuto 89. Um dos momentos da temporada para rever neste vídeo:
O Bayern Munique é o novo campeão da Europa tendo conquista o seu 5º título do continente na final de hoje em Wembey contra o seu rival Borussia Dortmund. É o 3º clube com maior sucesso na história da maior competição de clubes do planeta, tendo chegado à sua 3 final em 4 anos na competição.
A primeira final alemã da história foi um bom jogo de futebol em que o favorito venceu e acabou com estrela máxima uma temporada demolidora da equipa de Jupp Heynckes: são 53 jogos e 45 vitórias; 148 golos marcados.
Treinadores com o habitual 4-2-3-1, a táctica da moda no futebol mundial, e com todos os seus titulares disponíveis - excepção de Gotze, o grande ausente da partida.
Foi do Borussia o domínio da 1ª parte fruto de uma forte qualidade de posse de bola e de uma série de passes directos e longos para a zona central da defesa do Bayern, o ponto fraco da equipa de Heynckes.
Logo aos 13 minutos Lewandowski assusta Neuer que faz uma das defesas da tarde no minuto seguinte a remate de Błaszczykowski já na pequena área. Muito bem a equipa de Klopp a não dar espaço e bola ao seu rival e a conseguir fazer uma pressão altíssima na saída dos bávaros.
Apesar disto a equipa de Munique conseguiu criar a sua primeira situação de golo aos 25' com um cabeceamento perigoso de Mandzukic para defesa gigante de Weidenfeller. Pouco depois foi Robben com duas oportunidades de golo na cara do GR adversário.
A 2ª parte começou de forma calma e com muitas cautelas das duas equipas. Até que surgiu o golo inaugural do Bayern! Jogada em que os 2 alas aparecem a combinar no mesmo flanco e em que Robben oferece o golo a Mandzukic (59').
Pouco tempo passou até que o empate voltasse ao marcador de Wembley numa falha de Dante que faz um penalty claro que Gundogan converteu com classe. Erro grave do árbitro ao não dar o 2º amarelo ao central do Bayern.
Nos minutos finais apareceu a principal qualidade do novo campeão da Europa - a sua diferença de capacidade física para os seus adversário. Muller e Alaba ameaçaram o que Robben concretizou já ao minuto 89 numa jogada de Ribery que o holandês aproveitou para dar o título à sua equipa e acabar com o seu famoso pé frio nos grandes palcos. Impressionante como o guião da Final da Liga Europa foi quase seguido ao pormenor nesta outra final europeia. O futebol tem com cada coisa...
Homem do Jogo: Arjen Robben, 1 assistência e 1 golo não deixam margem para discussão na distinção do holandês.
Aqui no Fura-Redes já estamos com a febre que chega lá para o final do mês de Maio: a da Final da Liga dos Campeões! Em jeito de preparação deixo um artigo do The Guardian com um pouco da história da competição dando destaque às melhores equipas que já jogaram o torneio. Não vou estar a traduzir o artigo todo pois é interminável mas vale a pena passar aqui - http://www.guardian.co.uk/football/series/the-great-european-cup-teams
1º Real Madrid 1955-60: o imbatível Real que conquistou, de forma consecutiva, as 5 primeiras edições da maior competição do planeta. Gento, Di Stefano, Puskas, José Santamaría e José María Zárraga são alguns dos nomes que ficam na história da equipa mais bem sucedida nesta competição.
2º Ajax 1971-73: O revolucionário futebol total de Rinus Michels garantiu o tri-campeonato europeu no princípio da década de 70. Johan Cruijff, Johan Neeskens, Piet Keizer e "Arie" Haan são alguns dos nomes inesquecíveis do princípio da laranja mecânica.
3º Bayern Munique 1974-76: O seu estilo nunca lhes deu muitos fãs nos historiadores do desporto rei mas nestes 3 anos esta equipa (clube e selecção) venceu tudo o que havia para ganhar - excepto o Euro 1976 que fugiu nas grandes penalidades. Franz Beckenbauer, Gerd Müller, Sepp Maier, Franz Roth, Schwarzenbeck e Ulrich Hoeness são ainda a melhor geração de uma das maiores potências do mundo do futebol.
4º Liverpool 1977-84: Em 8 anos 4 títulos europeus! É este o registo do super-Liverpool de Bob Paisley, que até poderia ser maior não fosse o punição e exclusão das equipas inglesas das provas da UEFA durante 5 anos em 1985. Kenny Dalglish, Graeme Souness, Phil Neal, Steve Heighway ou Ian Rush ainda são cantados em Anfield Road.
5º AC Milan 1989-90: O último bi-campeonato registado na história da maior competição de clubes é do AC Milan de Arrigo Sacchi. Quem não se lembra de Van Basten, Gullit, Ancelotti, Baresi ou Donadoni?
6º Barcelona 2009-11: Pouco texto é necessário para o Barça de Guardiola e do Tiki-taka pois ainda todos nos lembramos do espectáculo de Messi, Xavi, Iniesta, Eto'o e Puyol.
Tal e qual! O Benfica e os seus adeptos vão estar a torcer pelo Bayern de Munique na Final da Liga dos Campeões contra o Borussia de Dortmund. A razão é simples: só se a equipa bávara vencer o seu adversário germânico o SLB será cabeça de série no próximo sorteio da fase de grupos da Champions.
O Benfica é 9º neste momento e entre as equipas que estão à frente dos dois primeiros da última edição da I Liga portuguesa, uma falhou o apuramento para a Champions, o Inter de Milão, que ficou apenas no nono lugar do campeonato italiano. Das restantes, o Arsenal ainda não tem lugar seguro na fase de grupos, pois, ao ser o 4º o classificado da Liga inglesa, vai ter de disputar o play-off.
Por seu lado, o Borussia Dortmund é apenas 31.º e não pode passar do 29.º, mas, vencendo a Liga dos Campeões, entra directamente no pote 1 na qualidade de detentor do título e rouba a 8ª vaga que neste momento é do Benfica.
Esta presença no pote 1 permitiria evitar gigantes como Barcelona, Real Madrid, Bayern, Man. United ou Chelsea.
A edição 2013-2014 da Liga dos Campeões tem a sua Final em Portugal, já que esta está marcada para o Estádio da Luz, em Lisboa. Será a 2ª Final da principal prova europeia de clubes em solo luso, depois da Final da Taça dos Campeões de 1966-67: a 25 de Maio de 1967, perante cerca de 45.000 espectadores, o Celtic venceu o Inter de Milão por 2-1, no Estádio Nacional.
Foi uma grande 2ª Mão da Meia Final da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Borussia Dortmund! No final os alemães sobreviveram ao sufoco da equipa de Mourinho e estão na Final da Liga dos Campeões 2012/13. Ficou provado que o 4-1 da 1ª Mão era impossível de ser invertido e o 2-0 de Madrid acaba com a temporada de CR7 e Mourinho à porta da Final pela 3ª vez seguida.
Já os alemães voltam ao grande jogo do futebol europeu, onde já não estavam desde 1997.
Entrou com tudo o Real Madrid na partida e nos primeiros 20 minutos podia ter dado logo a volta à eliminatória pois Higuaín, Cristiano Ronaldo e Ozil tiveram oportunidades de golo na cara de Roman Weidenfeller. Mas falharam...
A equipa sentiu muito estes falhanços e o Dortmund foi retomando o controlo do jogo e colocando algumas das dificuldades com que humilhou o campeão espanhol na semana passada: passe curto para a desmarcação, movimentações atacantes sincronizadas e velocidade nas costas da defesa. Muito mais equipa este Dortmund, com todos a fazer o seu papel e com espírito de sacrifício; do outro lado, muita jogada individual, bola bombeada e confusão táctica. Se eu não soubesse nunca diria que era uma equipa de Mourinho que estava em campo.
Uma equipa inconsistente este Real Madrid - o único defeito que nenhuma formação pode ter para ir a uma Final da Liga dos Campeões - capaz do melhor e do pior dos piores num só jogo. Tudo isto ficou provado na 2ª parte pois as grandes oportunidades de golo foram todas dos visitantes, que dominaram até ao minuto 82 quando Benzema fez o 1-0 e o vulcão no Bernabéu explodiu. Uma pressão inacreditável dos blancos que resultou em mais um golo, Sergio Ramos a passe de Benzema. Insuficiente!
Cristiano Ronaldo com uma exibição cinzenta deixou fugir mais uma Bola de Ouro da FIFA.
Grande vitória do Chelsea contra o B. Munique, em pleno estádio de Munique, com o jogo a ter que ser resolvido nos penalties. O Chelsea FC é o primeiro clube com sede em Londres que se sagra campeão europeu - histórico!
Vitória épica, com o golo do empate dos blues a surgir já perto dos 90 minutos através de um canto, um penalty defendido por Cech no prolongamento, e estando a perder no desempate por grandes penalidades - depois de Mata ter falhado. Foi Didier Drogba que, finalmente na sua carreira, decidiu um jogo grande - golo do empate e penalty decisivo foram sua autoria.
Atenção que o Chelsea marcou o seu golo no único canto que teve nos 120 minutos, enquanto o adversário teve 20 e não conseguiu fazer nada com eles.
Foi um jogo morno, sempre ao ritmo que o Chelsea mais queria e sem o Bayern conseguir acelerar o jogo pelas alas, a sua grande arma. Ribery foi uma sombra de si mesmo e Robben falhou um penalty, relembro que já tinha falhado um no jogo do título da Alemanha esta época e que já falhou um golo isolado na final do Campeonato do Mundo de 2010. É verdade que só falha quem lá está e que Robben contribui muito para as suas equipas chegarem às finais, mas há jogadores que resolvem os grandes jogos e outros não...
Chelsea outra vez com uma estatística de jogo muito inferior à do adversário mas hoje a exibição da equipa foi melhor, sobretudo mais posse de bola (45%) do que é costume. Acho que esta foi a chave da Final, o meio campo do Bayern não conseguiu ser forte, Luiz Gustavo fez falta, e o do Chelsea controlou sempre as operações - belo jogo de Lampard. Mesmo assim são 24 remates contra 6, 20 cantos contra 1 e 14 faltas contra 26... Cinismo é dizer pouco!
Mais uma final perdida pelo Bayern para ingleses já perto do final do jogo com um golo de canto; quem não se lembra da final com o Man. United?
Nota para o trabalho espectacular de Pedro Proença e de toda a equipa de árbitros lusitana - para mim, a melhor equipa em campo.
Penso que para terminar as palavras do novo treinador campeão europeu - sucede a Mourinho e a Guardiola - Di Matteo dizem tudo: "O futebol, e a vida, são, por vezes, imprevisíveis e loucos. Não creio
que ninguém tivesse previsto isto. Tivemos uma temporada difícil e
acabá-la desta forma é incrível. "