Mais um capítulo
negro para
os altos responsáveis
do futebol
na atribuição de
um Mundial de Futebol! Depois do Alemanha 2006, temos o Catar 2022! Platini com este tipo de comportamento está a preparar uma candidatura forte à presidência da FIFA, pois já sabemos que este tipo de corrupção é prática comum na organização de Blatter. Assim vai o Mundo do Futebol...
Talvez o título seja forte demais mas o que eu quero dizer é que as pessoas nas chefias da FIFA e UEFA tomam as suas decisões com base nos interesses de uns poucos em vez de colocarem o interesse do futebol, da verdade e dos fãs na dianteira.
Mas vamos à notícia que é da France Football e que tiro do jornal Público:
«O semanário France Football lançou esta terça-feira uma série de
interrogações sobre a atribuição do Mundial de futebol de 2022 ao Qatar,
numa reportagem em que denuncia negociatas envolvendo Michel Platini e o
ex-chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy.
O France Football ressuscita um email trocado no
seio da FIFA, no qual o seu secretário-geral, Jerome Valcke, escreve:
“Eles compraram o Mundial de 2022”. Valcke assumiu posteriormente o
“erro” e sublinhou que o tom usado no correio electrónico até foi
ligeiro.
O caso mais “picante” avançado na edição desta
terça-feira diz respeito a uma “reunião secreta” no Palácio do Eliseu,
em 23 de Novembro de 2010, dez dias antes da votação da FIFA para
escolher o país organizador do Mundial de 2022, entre Nicolas Sarkozy, o
príncipe do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, o presidente da UEFA,
Michel Platini, e Sébastien Bazin, representante da Colony Capital e
proprietário do clube de futebol Paris Saint-Germain (PSG), que
enfrentava sérias dificuldades financeiras.
Durante a reunião, continua o jornal, discutiu-se a compra do Paris
Saint-Germain pelo Qatar, um aumento da participação de empresas do
emirado no grupo francês Lagardère e a criação de um canal televisivo de
desporto para competir com o Canal +, que o ex-Presidente francês
pretendia fragilizar.
Em troca, Platini comprometia-se a trocar a opção pelos Estados Unidos, que ele estaria a ponderar, pelo voto no Qatar.
Michel Platini reagiu num comunicado enviado à agência AFP,
classificando a reportagem de “chorrilho de mentiras” e negando qualquer
pedido de Sarkozy para que a UEFA votasse no Qatar.
Numa investigação de 16 páginas, o semanário também cita Guido
Tognoni, um ex-director de comunicação da FIFA excluído em 2003, que
terá admitido “existir uma forte suspeita de compromisso” em torno dos
membros da federação que votaram em 2 de Dezembro de 2010 no Qatar, cuja
candidatura foi apresentada com um orçamento recorde de 33,7 milhões de
euros.
O Qatar contou com apoios poderosos, como o do presidente
da federação asiática, Mohammed Bin Hammam, irradiado em Dezembro
passado, o do presidente da federação argentina e vice-presidente da
FIFA, Julio Grondona, ou o do ex-presidente da federação brasileira,
Ricardo Teixeira, que renunciou ao cargo em Março, após acusações de
corrupção.»