Vamos falar de arbitragem

Não, não é penalty sobre Jonas no lance que deu o 1-2 para o Benfica.

Sim, há falta sobre André Almeida no lance do 1-1 para o Paços de Ferreira.

Não, não há falta sobre Maxi Pereira no lance chave do jogo dos dragões com o Moreirense.

Agora cada um tire as suas conclusões...

Só acho curioso que ninguém fala do lance do André Almeida e de como nasceu o golo do Paços de Ferreira. Agora, sobre uma jogada em que qualquer pessoa vendo o lance da posição do árbitro marcaria falta, tal e qual como o lance do Maxi, já existe toda um teoria de conspiração... É o berreiro do costume.


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Uma das ideias fortes de Rui Vitória

O Benfica de Rui Vitória conseguiu na última terça feira uma importante vitória sobre o Zenit na 1ª mão dos 8os de final da Liga dos Campeões. Tinha escrito antes da partida que esperava algumas mudanças face à equipa que perdeu com o FC Porto em pleno Estádio da Luz. Principalmente o meio campo não tinha estado à altura... Mas como tinha acontecido depois da derrota do SLB no Dragão, em que Rui Vitória fez questão de lançar o mesmo 11 no jogo seguinte com o Paços Ferreira também no jogo seguinte a uma derrota devastadora Rui Vitória colocou em campo os mesmo 11 jogadores.

Parece ser uma das ideias fortes deste treinador para dar a volta aos momentos maus e revitalizar a confiança do plantel: colocar a mesma equipa depois de uma derrota para os jogadores e o grupo de trabalho sentirem que têm a confiança do treinador e que não é por um jogo mau que vão para o banco. É o contrário do que normalmente se diz: em equipa que perde não se mexe.

Prova disto são as declarações do técnico depois da vitória sobre o Paços: "tínhamos de mostrar que esta equipa era capaz de ganhar no Dragão, para mostrar o caminho que estamos a fazer e para a procura de estabilidade..."

Das duas vezes os jogos acabaram com uma vitória o que não deixa de dar razão a Rui Vitória.


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Noite de Champions

Hora de partir para o Estádio da Luz para a 1ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões entre Benfica e Zenit S. Petersburgo. Normalmente não sou grande fã de atribuir mais importância às competições europeias do que ao Campeonato Nacional mas esta eliminatória é diferente...

São 3 as minhas razões:
  1. A Champions deste ano está esquisita. Claro que Barcelona, Real Madrid e Bayern Munique são de outro planeta mas há algumas equipas que normalmente não marcam presença nesta fase e o sorteio dos oitavos juntou algumas destas formações menos cotadas em confronto directo. Ou seja, passando o Zenit e com alguma sorte no sorteio dos quartos até se pode sonhar com uma presença nas meias finais.
  2. Qualquer retorno de André Villas Boas e de Hulk ao Inferno da Luz é sempre uma oportunidade para ajustar velhas contas.
  3. Esta equipa encarnada levou um soco forte na última sexta feira com o FCP. Precisa de mostrar a si própria que tem forças para disputar os grandes jogos.
Pena o Benfica estar sem grandes soluções para a zona central da defesa... Espero também que Rui Vitória não volte a apostar no meio campo apenas com Samaris e Renato Sanches.
Do outro lado, chega um Zenit que não joga uma partida oficial deste princípios de Dezembro e que tem 5 jogadores importantes impedidos de jogar devido a castigo.


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Um peso clássico

A vitória do FC Porto na Luz, na passada sexta-feira, veio reabrir uma luta pelo título a três. E passou a fazer, também, com que o Benfica, e Rui Vitória, estejam agora obrigados a desafiar a História na corrida ao tricampeonato. Até à data, em 81 edições do campeonato, nunca houve um campeão que tivesse perdido três clássicos para a Liga com os rivais históricos, como já é o caso deste Benfica. 
 
O campeonato entre os três grandes decide o campeão?
Não necessariamente, mas ajuda muito. Até agora, quatro em cada cinco títulos (79% do total) foram ganhos pela equipa que somou mais pontos nos clássicos, considerando todos os jogos entre Benfica, FC Porto e Sporting. E nos anos em que Belenenses e Boavista foram campeões (1946 e 2001, respetivamente), essas equipas também levaram vantagem nos confrontos com os três históricos.
 
Qual foi o pior registo de um campeão no confronto direto com os rivais?
Como já foi dito, nenhum campeão até agora perdeu três clássicos. O máximo é de duas derrotas e sucedeu por nove vezes: cinco com o Sporting (1948, 1949, 1958, 1974 e 2000), duas com o Benfica (1957 e 2005) e duas com o FC Porto (1998 e 2006). Mas, curiosamente, já aconteceu por duas vezes uma equipa ser campeã sem ganhar qualquer clássico. Foi o Benfica a consegui-lo, na década de 60: em 1963/64, com Lajos Czeizler, e em 1968/69, com Otto Glória, somou três empates e uma derrota nos confrontos com os rivais e mesmo assim festejou o título. Nesse último ano teve ainda a particularidade de cumprir o ciclo dos clássicos sem marcar qualquer golo: três empates a zero e uma derrota por 1-0 com o FC Porto.
 
Qual foi a última vez em que um campeão não foi o melhor no ciclo dos clássicos?
Já lá vão dez anos: foi o FC Porto, de Co Adriaanse, que em 2005/06 perdeu os dois jogos com o Benfica, venceu um e empatou outro com o Sporting. Os leões foram os melhores no campeonato a três dessa Liga (duas vitórias, um empate e uma derrota) mas ficaram-se pelo segundo posto. Daí para cá, o campeão de cada temporada tem saído sempre por cima no minicampeonato dos três grandes.
 
E já aconteceu um campeão ganhar os seus quatro clássicos desse ano?
Já, sim senhor, por duas vezes: o último a fazê-lo foi o FC Porto de José Mourinho, em 2002/03. O primeiro a conseguir a proeza foi o Benfica, de Jimmy Hagan, em 1971/72. E, novamente com Hagan, esteve quase a repeti-la na época seguinte: em 1972/73 somou três vitórias e empatou nas Antas, no quarto e último clássico dessa época. Foi o célebre campeonato sem derrotas, com 28 vitórias e dois empates. 

E ao contrário, já algum dos três grandes ganhou os quatro clássicos na mesma época sem acabar campeão?
Nunca. O melhor desempenho de um não-campeão no ciclo dos clássicos é do FC Porto, em 1948/49: três vitórias e um empate com os rivais de Lisboa. E, mesmo assim, acabou esse campeonato na quarta posição, atrás de Sporting, Benfica e Belenenses.
 
E qual foi o pior desempenho de um grande no conjunto dos clássicos?
Também é do FC Porto: na temporada 1945/46, perdeu os seis jogos que efetuou com os grandes de Lisboa, campeão Belenenses incluído. Aliás, os dragões terminaram esse campeonato no 6º lugar, com mais derrotas do que vitórias.
Jorge Jesus e o Sporting são os únicos que podem ganhar os quatro clássicos nesta Liga.
 
Qual é o melhor desempenho do técnico leonino no campeonato entre os três grandes desde 2009/10?
Conseguiu duas vitórias, um empate e uma derrota na época de estreia, e também em 2012/13 e 2013/14. A única temporada em que terminou este ciclo invicto foi precisamente a última, em 2014/15, quando venceu o FC Porto no Dragão e empatou os restantes três jogos. Se vencer um dos dois jogos grandes que ainda lhe faltam – Benfica em Alvalade e FC Porto no Dragão – fixa um novo máximo pessoal em clássicos ganhos numa mesma Liga.

A discussão na Liga portuguesa é demasiado centrada nos três grandes? Quantas vezes Benfica, FC Porto e Sporting, por qualquer ordem, monopolizaram o pódio, como parece perto de acontecer novamente este ano?
Mais de metade das vezes. Em 81 campeonatos o pódio foi exclusivo dos três grandes em 44 ocasiões. Ou seja, só por 37 vezes houve outras equipas a intrometerem-se nessa discussão. E nunca houve um pódio sem grandes, nem nos anos em que Belenenses e Boavista foram campeões. O máximo que aconteceu, nesse particular, foi registarem-se dois «intrusos» no mesmo ano: em 1972/73, o pódio foi composto por Benfica, Belenenses e V. Setúbal. E em 1975/76, por Benfica, Boavista e Belenenses.
 
Então, para terminar, desde que há Liga quantas equipas além dos três grandes já ficaram no pódio?
Ao todo são nove. O Belenenses conseguiu-o por 18 vezes, o Boavista seis. V. Guimarães e V. Setúbal fizeram-no quatro vezes cada. Sp. Braga e o velhinho Atlético, duas cada. CUF, Académica e P. Ferreira, também o conseguiram. Os pacenses foram a última exceção à regra, em 2013.
 
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Benfica 1-2 FC Porto: parados

Foi o FC Porto, como em tantos outros momentos das recentes décadas, que trouxe de volta à terra o SL Benfica... Com o Inferno da Luz cheio e em estado de euforia com a recente liderança os encarnados tinham uma oportunidade de ouro para se afirmar como principais candidatos ao título e afastar o eterno rival nortenho da corrida ao ceptro de campeão nacional. Enorme desilusão e enorme vitória para José Peseiro...

Comecemos pelo optimismo que é sempre boa maneira de encarar as dificuldades: ainda há menos de 2 meses o Benfica estava a 7 pontos do 1º lugar, sendo que apesar do banho gelado de ontem, ficará hoje a 3 pontos com 12 jornadas ainda por jogar e um confronto directo com o adversário que vai à frente.

Por outro lado, números muito frios para Rui Vitória e este plantel: nesta temporada, sempre que encontraram um grande de Portugal perderam. São já 5 jogos, 5 derrotas. Miserável!
São também já dois anos sem vitórias dos encarnados em jogos grandes para o campeonato em sua casa (2E e 2D e apenas 2 golos marcados).

Ao contrário de Rui Vitória, não considero o resultado de ontem injusto. É verdade que o FC Porto nada tinha feito para empatar quando Herrera, no primeiro lance de perigo dos dragões, fez o 1-1. É verdade que Iker Casillas foi o homem do jogo e assinou 3/4 defesas monumentais mas isso é e faz parte do futebol. A equipa do FC Porto foi claramente mais inteligente, soube ler todos os momentos do jogo, foi mais equipa e ganhou de forma justa.

A equipa de ontem do SLB foi uma formação desequilibrada, descontrolada, sem liderança e, em boa parte do jogo, perdida em campo. O menino Renato Sanches é um diamante, ninguém tenha dúvidas, mas foi ridículo ver como uma equipa com tantos bicampeões nacionais entregou a este puto maravilha toda a construção de jogo. Resultou, enquanto o jovem não rebentou mas depois foi o meio campo do FCP que, com alguma facilidade, dominou uma equipa que vinha a golear todos os adversários com que se defrontava. Outro erro, pois querer jogar com o FC Porto como se joga com o Moreirense ou o Belenenses é sinal de alguma incompetência. Foram demasiadas tentativas de bonitos, passes de primeira, pouco cuidado com a posse de bola e uma mania artística suicida. Duro mas não longe do que se passou ontem com Gaitán, Pizzi ou Jonas. Foi aliás de um destes lances/perdas de bola que nasceu o último golo.
Importante também notar que Samaris está com muitas dificuldades em fazer dupla com Renato Sanches, o grego não é um médio defensivo, e sem Fejsa ou joga Renato ou Samaris, não os dois. 

Finalmente, o último erro na leitura deste jogo que contribuiu para a derrota de Rui Vitória. A entrada das águias na 2ª parte notou claramente que o técnico entrou para este jogo com um, e só 1, resultado na cabeça. O empate não era assim tão negativo, aliás o ano passado o Benfica empatou com o FC Porto na Luz e foi campeão. Acima de tudo era importante não perder. Apostou tudo de forma descontrolada e o FC Porto não teve dificuldades em capitalizar. Foi claro para mim que algo teria de ser feito ao intervalo pois Renato e Gaitán estavam em claro défice físico. Um dos dois teria de sair. Só mexeu quando já estava a perder...

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Pressão

Viveu-se ontem no Estádio de Alvalade um jogo quente de campeonato que terminou num empate que deixou os leões com os nervos à flor da pele. Lance polémico com Rui Patrício, a meio da 1ª parte, que resultou no penalty e na expulsão do capitão do Sporting e no 1º golo do Tondela. Sinceramente parece-me penalty óbvio e face às regras actuais do futebol vermelho directo. Se me perguntarei se estou de acordo com estes casos em que uma equipa sofre um triplo castigo não estou. Mas isso são outras conversas... Agora, nada desculpa a violência das atitudes e declarações do Presidente do Sporting Bruno de Carvalho. Nada! O que este senhor tem feito nos últimos meses é uma vergonha para a instituição SCP. Ainda por cima deu-se mal pois, antes da partida com o Tondela, tinha dito que a pressão aos árbitros que existia naquele momento era inaceitável e acabou por protagonizar uma cena indesculpável que originou a sua expulsão do banco de suplentes.

Não pode valer tudo. Não estamos a viver nenhuma guerra civil. Não é possível o que se passou à volta da equipa de arbitragem durante o desafio, com insultos, berros, puxões, invasões de campo, etc... Lamentável.
Como se não bastasse ainda se deu ao luxo de depois da partida fazer uma conferência de imprensa em que do alto do seu trono apontou armas a toda a gente e disse que a resposta do Sporting ia ser de força. Mais ameaças portanto...

Já para não falar do triste episódio do assessor de imprensa do Sporting na conferência de imprensa de Jorge Jesus depois do final do encontro.

Isto não pode ser permitido. O Presidente do Sporting tem de ser severamente castigado. Aguardemos...

Como rival fico contente pelo SCP apontar baterias aos árbitros e a Vítor Pereira. É que estas duas exibições dos leões foram muito más. O que se viu foi uma equipa sem ideias e muito dependente de um jogador: Islam Slimani. Como JJ disse no final este é um plantel em que ninguém foi campeão e o mais difícil não é chegar a primeiro é manter-se lá.
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Pinto da Costa sem rumo

Foi um dia triste o de ontem... Dia de ver partir o pior treinador que eu vi passar pelo FC Porto nos meus 30 anos de vida. Como benfiquista ver Lopetegui partir é, de facto, uma tristeza.

Sobre Lopetegui muito se tem falado nos meios de comunicação social mas acho estranho que pouco ou nada se fala de quem lhe traçou o perfil e depois o escolheu e de quem o manteve depois de uma temporada a zeros. Pinto da Costa é o grande culpado pelo momento do FCP.

A seca do FC Porto começou na má leitura que o seu Presidente e respetivos homens de confiança fizeram de como estava o futebol português num momento chave das últimas temporadas: o golo de Kelvin que correspondeu a um bi-campeonato para o FCP. A festa rija que se viveu pelas bandas azuis e brancas bloqueou a reflexão profunda que se devia ter feito na altura. O Porto estava vitorioso mas não tinha sido a melhor equipa, nem perto. Ganhou, num lance de sorte (e no ano anterior tinha ganho em fora-de-jogo) mas o rival era mais equipa, tinha melhor estrutura, mais balneário e mais pujança. Desde esse lance não ganhou mais nada!

Depois de perder tudo na época seguinte ao campeonato Kelvin, Pinto da Costa, passou a mensagem de que era preciso alguém de fora de Portugal, alguém com ideias próprias e novas para derrotar o que reinava no futebol nacional. Achei estranho, pois a escola de treinadores portugueses nunca esteve tão consagrada. Apostou num desconhecido e perdeu. Deu-lhe total liberdade para revolucionar e a revolução deu em nada. A não ser a descaracterização da mística do FC Porto. A juntar ao que se passava internamente na equipa sénior ainda fez as pazes, durante uns largos meses, com o Benfica, estando mesmo ao lado dos encarnados em várias matérias.

Agora, obrigado a despedir Lopetegui, volta atrás e parece apostar num treinador português. Tanta volta e tanta falta de leitura da realidade do futebol nacional. Desculpem mas não estou habituado...

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Eusébio sempre!

Dei por mim a procurar o que tinha publicado há dois anos atrás quando a notícia rebentou como uma bomba. Penso que este post é o que mais diz sobre o que vivi naqueles dias do adeus ao Rei Eusébio. Memórias ainda muito fortes e uma grande saudade! Viva Eusébio!!

A Minha Reportagem


Este foto foi tirada por mim bem cedo, quando cheguei ao Estádio da Luz, e ainda momentos antes se tinha começado a bonita homenagem à volta da Estátua do Pantera Negra.

Mas dois momentos estão ainda muito claros na minha memória, um pessoal e outro de benfiquismo. Primeiro, as lágrimas que me caíram quando recebi a notícia pela TV e estava sozinho em casa. Muitas lágrimas por uma pessoa que nunca conheci que nunca vi jogar...

Segundo, o minuto de silêncio na cerimonia em que o corpo de Eusébio se despediu do Estádio da Luz. Arrepiante!
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Pinto da Costa novamente arguido

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acaba de confirmar a acusação do Ministério Público contra Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Antero Henrique, diretor-geral do clube, pelo crime de exercício ilícito da atividade de segurança privada no âmbito da Operação Fénix.

De acordo com a PGR, os dois dirigentes do FC Porto terão recorrido a serviços da SPDE – Segurança Privada e Vigilância, sabendo que esta empresa não tinha alvará para prestar serviços de segurança pessoal – vulgo guarda-costas.

Na acusação da Operação Fenix está em causa, segundo a PGR, o desmantelamento da uma associação criminosa que tinha a empresa SPDE como centro de operação e Eduardo Santos Silva, também conhecido como Edu, como líder. “Encontra-se indiciado [na acusação] que Eduardo Silva montou uma estrutura que, com recurso à força e à intimidação, lhe permitiu vir a dominar a prestação de serviços de segurança em estabelecimentos de diversão noturna de vários pontos do país”, lê-se no comunicado.

Segundo a PGR, o grupo liderado por Edu dedicar-se-ia igualmente às chamadas ‘cobranças difíceis’. Isto é, “exigia com o uso de violência física ou ameaças, o pagamento de alegadas dívidas. Alguns dos arguidos foram acusados de tais serviços de cobranças, sendo, por isso, co-autores do crime de extorsão ou de coação”.
O rol dos crimes da acusação da Operação Fénix é extenso e diversificado: associação criminosa, exercício ilícito de segurança privada, extorsão, coação, ofensa à integridade física agravada pelo resultado, tráfico e detenção de armas proibida e favorecimento pessoal, confirma a PGR.

Edu e mais 12 arguidos continuam em prisão preventiva. Recorde-se que a acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal apenas foi proferida ontem devido ao final do prazo para prisão preventiva. Caso a acusação não tivesse sido deduzida até ao final do dia de domingo, os 13 arguidos teriam saído em liberdade.


Fonte: observador.pt
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LF Vieira e os negócios com o A. Madrid

23 milhões de euros gastos com Pizzi e Jimenez (50% passe)... Uma realidade que me custa muito a engolir... Não escondo de ninguém que não aprovo como Luís Filipe Vieira gere muitos dos dossiers que tem em cima da sua secretaria de Presidente do Sport Lisboa e Benfica. Por isso mesmo fui investigar! Encontrei rapidamente este excelente post do Eterno Benfica (AQUI). Não vou entrar em grandes teorias, cada um leia e construa a sua opinião. Isto claro são tudo suspeições e teorias da conspiração...

«No Verão de 2010, começaram as obras do novo Estádio do Atlético de Madrid, no «La Peineta», que ficará pronto em 2016/2017, deixando o Atlético de jogar no mítico Vicente Caldéron.

A mudança de Estádio, permitirá pôr em andamento a operação urbanística denominada Vicente Caldéron-Mahou, junto ao Rio Manzanares.
Na área de 31.000m2 do Estádio Vicente Caldéron será construída uma zona verde, denominado Parque Atlético de Madrid, e, no terreno com 61.521m2 onde existe agora a fábrica de cerveja Mahou, será edificado um parque residencial de qualidade superior com 175.000m2. Os benefícios desta operação, irão ser revertidos entre a Mahou (dois terços) e o Atlético de Madrid (um terço).
Em 12 de Dezembro de 2008, o Alcaide de Madrid, Ruiz-Gallardón e o Presidente do Atlético, Enrique Cerezo, apertaram as mãos no negócio em que por 195M€ pagos pelo Atlético de Madrid, o La Peineta iria ser convertido num Estádio de futebol com capacidade para 73.000 lugares.

Agora, com a janela de oportunidades criada com o novo estádio do Atlético de Madrid, e, acima de tudo com a oportunidade duma parceria simpática com Enrique Cerezo, que lhe possibilita às suas empresas de entrar na corrida e eventualmente construir no 175.000m2 do parque urbanístico Vicente Caldéron-Mahou, ganham outros contornos. 

Enrique Cerezo era um produtor cinematográfico, amigo do polémico ex- Presidente, Jesus Gil y Gil, construtor e produtor imobiliário, Alcaide de Marbella, preso por corrupção, falsificação de documentos e desvios de fundos, que faleceu de enfarte em 2004. Entrou na Presidência do Clube de forma transversal, um pouco à imagem da forma como Vieira veio pela mão de Vilarinho deixando a Presidência da SAD do Alverca que acabaria por definhar mais tarde.

Hoje, o valor do passe do guarda redes Roberto, ainda está mais envolto em mistério, sendo que as fontes espanholas, esperam por ver se alguma das empresas de construção civil de Luís Filipe Vieira ou dos seus amigos, irão fazer parte do grupo das privilegiadas empresas que edificarão no “caríssimo metro quadrado” ao largo do Rio Manzanares, uma das futuras pérolas da construção civil da capital Espanhola, para poder entender aquilo que não passa no momento duma simples suspeição.


Nota posterior:
Depois de colocado este post, fomos contactados por outros Blogers que nos transmitiram para já a informação de que a Inland, empresa de Luís Filipe Vieira, detém desde 2008, 40% da empresa Abasolo que construiu os painéis fotovoltaicos do Estádio Cornélia- El Prat, do Espanhol de Barcelona, que foi inaugurado em 2 de Agosto de 2009, e recebeu em 2010 o prestigioso prémio Stadium Business Award.

http://www.dforcesolar.com/pt/novo-estadio-do-espanhol-tera-paineis-solares/

http://www.europapress.es/economia/noticia-economia-empresas-fcc-galardonado-mejor-instalacion-deportiva-mundial-2010-estadio-espanyol-20100813125145.html

A Abasolo é ao que parece uma das Empresas que ganhou o concurso e que irão construir o novo projecto na Capital Espanhola.»

Encontrei também este post do Rivais à mesa (AQUI).

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Feliz ano novo!

Faço votos de um excelente 2016 cheio de saúde, prosperidade, amizade e amor!


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Benfica deve fazer mais

1) Em primeiro lugar penso que os três grandes clubes portugueses fizeram muito bons negócios.

2) Não esperava que os dois principais rivais do Benfica conseguissem valores tão próximos do SLB apesar de os negócios serem tão diferentes.

3) O Benfica vende menos direitos e por isso, se fizer o trabalho de casa, terá liberdade para nestes 10 anos potenciar os direitos que não vendeu agora e que os rivais venderam. 

4) O Benfica como uma das maiores marcas do país terá de capitalizar esta diferença em todos estes direitos. Para mim, a maior dimensão do SLB não está neste momento visível em todos estes negócios.

Segundo as contas do jornal Record, o Benfica poderá ser dos rivais aquele que pode encaixar uma verba maior (pode chegar aos 600 milhões), mesmo que os 400 que receberá da NOS sejam, à vista desarmada, o valor mais baixo na comparação com os rivais.
A conclusão é simples. Ao contrário de dragões e leões, as águias apenas cederam direitos de transmissão televisiva e retransmissão do canal do clube.

Quanto ao resto, os encarnados continuam "senhores" de negociarem a publicidade (nas camisolas e no estádio), ao contrário dos rivais, que no acordo que selaram já têm prevista esta gestão, entregue às empresas com as quais negociaram.

De resto, o Benfica já tinha negociado com a Emirates a publicidade das camisolas. «O acordo entre Benfica e Emirates valerá cerca de 8 milhões de euros anuais por três épocas e na eventualidade de ser prolongado até às 12 temporadas (como é o acordo do Sporting) a verba final poderia aproximar-se dos 100 milhões de euros. O clube da Luz poderá, também, faturar mais 20 milhões de euros pela publicidade estática no estádio, mais 16 milhões de euros de dois anos adicionais pelo seu canal televisivo e outros 15 milhões por um contrato de patrocinador de telecomunicações.». ainda de acordo com o Record. 

Além disto, importa ainda salientar que «o Benfica fica automaticamente a lucrar com a existência de novos contratos entre a NOS e outros clubes, desde que estes cheguem a valores próximos do seu próprio contrato».


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Boxing day 2015

A Premier League é a única competição europeia que não é interrompida nesta época natalícia e hoje, dia 26, temos o famoso 'Boxing Day'. Vamos ver quais os jogos mais importantes a seguir na 18ª jornada do 'Boxing Day' da Premier League.


Stoke City x Manchester United
As primeiras equipas a defrontarem-se são o Stoke City (11º) e o Manchester United (5º). Os red devils vêm de uma série de resultados negativos e Louis van Gaal já viveu melhores dias ao comando do colosso inglês. Apesar de Wayne Rooney já ter afirmado que os jogadores estão com o treinador, uma derrota com o Stoke poderá colocar o cargo de van Gaal em risco, numa altura em que tanto se fala no ingresso de José Mourinho no United.

Chelsea x Watford
Agora sem o seu Special One e finalmente com Guus Hiddink a comandar os blues até final da época, os jogadores do Chelsea (15º) têm uma boa oportunidade em casa para provar que a saída de José Mourinho foi realmente a solução para todos os seus problemas. O Watford (7º) vem de uma vitória moralizadora por 3-0 frente ao Liverpool e o Chelsea precisa de manter a forma demonstrada contra o Sunderland (vitória por 3-1), caso contrário arrisca-se a sofrer mais um dissabor em casa esta época na Premier League.

Liverpool x Leicester
Jurgen Klopp prepara-se para ter mais um teste difícil na sua caminhada à frente dos reds, desta vez frente ao líder Leicester (1º). As raposas vão tentar defender a liderança em Anfield Road, aproveitando o mau momento de forma do Liverpool (9º), depois da surpreendente derrota do conjunto de Jurgen Klopp no terreno do Watford por 3-0. O técnico alemão veio criticar os jogadores publicamente e espera uma resposta à altura no jogo de amanhã frente ao líder.

Southampton x Arsenal
O Arsenal (2º) de Arsène Wenger continua a fazer uma excelente temporada na Premier League, estando na 2ª posição apenas a 2 pontos do líder Leicester. Se asraposas escorregarem contra o Chelsea, os gunners têm uma hipótese de ouro de subir ao primeiro posto da competição. No entanto, o Southampton (12º) de José Fonte e Cédric vai querer melhorar a sua forma, especialmente por ser um jogo em casa, depois de resultados extremamente negativos.

Manchester City x Sunderland
O Manchester City (3º) continua na perseguição aos primeiros lugares ocupados por Leicester e Arsenal e tem amanhã uma boa hipótese de encurtar a desvantagem de pontos frente ao Sunderland (19º), penúltimo classificado da Premier League. Com Kompany, Fernando e Zabaleta de regressa ao onze após lesão e Aguero ainda em busca da melhor forma, os citizens precisam de melhorar o seu jogo pois na próxima jornada visitam o terreno difícil do Leicester

Todos os jogos do Boxing Day (26/12) - 18ª jornada da Premier League:
Stoke City x Manchester United (12.45h)*
Swansea City x WBA (15.00h)
Tottenham x Norwich (15.00h)
Bournemouth x Crystal Palace (15.00h)
Aston Villa x West Ham (15.00h)
Chelsea x Watford (15.00h)*
Manchester City x Sunderland (15.00h)
Liverpool x Leicester (15.00h)
Newcastle x Everton (17.30h)*
Southampton x Arsenal (19.45h)*

*Transmissão em directo e exclusivo na BTV2.

Fonte: blastingnews.com

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Renato Sanches: a águia da musgueira

O miúdo não se tinha ido embora assim há tanto tempo. Bem torcera o nariz à distância, ao rio que tinha de atravessar para chegar ao Seixal e lá ficar, longe de tudo o que lhe era familiar. Só ia a casa nos fins de semana em que o calendário era amigo e lhe dava tempo para regressar ao local de onde saíra, mas até houve um que serviu para fortalecer esta amizade. Há um sábado que manda o Benfica ir jogar contra o Águias da Musgueira e um pequenote das tranças soltas na cabeça fica feliz da vida. Veste-se com o fato de treino do clube, senta-se no autocarro e fica no meio de um monte de miúdos encarnados, como deve ser. Assim que chega ao estádio, porém, “enfia-se para dentro” da cabine certa para ele, mas errada para os clubes. Corre para balneário do Águias, para perto dos que via como seus, e “tem de ir um delegado do Benfica chamá-lo”. Renato Sanches “recusava-se a jogar contra o pessoal da Musgueira”.

É teimoso, insiste que ali não vai ajudar a nova equipa a ganhar à antiga. Chega até a sugerir — e a acreditar — que possa acontecer o contrário: “Oh presidente, emprestem-me um equipamento que eu jogo por vocês!”. Não desarma e estica a corda o suficiente para não jogar por ninguém e, depois, ainda testar se a corda aguenta mais um puxão. “No final também não quis ir lanchar com a equipa do Benfica. Veio lanchar connosco”, conta o homem que, no tal dia, o miúdo mais chateou. Mesmo cansado e a roçar a fartura com tantas entrevistas e jornalistas a baterem-lhe à porta, António Quadros deixa-se levar por uma das histórias que guarda de Renato. Ri-se por lembrar a vez em que o miúdo não quis jogar, depois das muitas vezes em que o procurou para lhe contar as andanças no Benfica. “Quando vinha a casa depois dos jogos vinha ter comigo, para me contar o que tinha feito no jogo. Lembro-me de uma em que me disse: ‘Presidente, hoje fiz três golos ao Belenenses, demos uma tareia!’ E lá lhe dei cinco euritos para ele ir comer uma bifana. Ficou todo contente”, revela.

Por isso ou por, com o tempo, “ir reconhecendo o carro à distância”, Renato passou a procurar sempre por quem ainda hoje é o presidente do Águias da Musgueira. Um golo, uma assistência ou um jogo a dar nas vistas. Qualquer desculpa servia e a verdade é que pelo menos uma delas acontecia quase todos os fins de semana. Era o suficiente para António Quadros tirar a carteira do bolso e recompensá-lo com dinheiro para pagar um pedaço de carne enfiado no pão. Foi assim, à beira do presidente e com uma pedincha disfarçada com alegria, que Renato Sanches terá ganhado o hábito que ainda hoje o faz ir ao Complexo Desportivo da Alta do Lumiar. Vai, chega, passa os portões, sobe as escadas no topo Sul do estádio e caminha até ao bar do Águias da Musgueira. É lá que costuma parar e parou para comer uma bifana depois de “acertar na baliza” quando quis “mandar um charuto para fora”.

Foi assim, de voz cheia com a ginga de quem brinca, que Miguel Martinho o cumprimentou no dia seguinte ao miúdo de 18 anos se estrear a titular no Estádio da Luz, para o campeonato — com um golaço. Quando chegamos ao bar com vista para o relvado, Miguel é uma de quatro pessoas sentadas à mesa que resistem ao avanço da hora de almoço. Passou o tempo dos clientes comerem, é altura de os patrões encherem a barriga e a cozinheira, de bata vestida, partilha mesa com o hoje responsável pela formação do Águias da Musgueira. É ele que estranha a cara que não conhece e pergunta quem é a visita. “Ah, mais um jornalista”, desabafa. Sabe logo ao que o Observador ali vai, como Renato Sanches sabia quando, horas depois a disparar um míssil contra a Académica, o apanharam ali a comer uma bifana. “Os jornalistas tiveram a sorte de apanhar o gajo a comer. O chavalo até ficou meio coiso: ‘Eish, nem aqui me deixam em paz. Já sabem que não posso falar’”, diz, esclarecendo que o Benfica “não o deixa falar”, ao contar a reação que viu o jovem ter ao ser descoberto no sítio onde julgava estar escondido.

Ninguém no bairro o terá denunciado ou batido com a língua nos dentes. Não, a fama foi atrás de Renato porque, em mês e meio, o médio finta as expectativas, estreia-se pelo Benfica, passa a titular e torna-se o mais novo deste século a marcar pelos encarnados em casa (o Observador vai à Musgueira após o jogo com o Atlético Madrid, na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões). Daí a apanharem-no a comer uma bifana onde as come sempre foi um instante. “Quando tem folgas ou joga ao domingo em Lisboa, aparece. Sempre que pode vem cá ver o pessoal e os jogos dos juniores e dos seniores”, garante Miguel, cada vez mais alegre à medida que se vai alongando a conversa sobre Bulo, alcunha inventada pela avó materna e pela qual o tratam familiares, amigos e desconhecidos. Porque rara é a alma na Musgueira que não sabe quem ele é desde que, há 11 anos, o Benfica o levou. E por isso é que Vítor Pereira chegou a ser uma raridade.

“Foi o ano passado, não foi?” Enquanto diz isto, Miguel vira a cabeça para a esquerda e aumenta o tom de voz, como um anzol que se lança para pescar a atenção de quem está sentado na mesa ao lado. Além da chávena de café e do copo balão, meio cheio com whisky, Vítor passa a ter a distração da conversa. Antes de intervir, o senhor dos óculos assentes na ponta do nariz dá uns segundos para Miguel Martinho introduzir a história. “Bem, o Renato é conhecido aqui no clube, toda a gente sabia que ele jogava no Benfica”, começa por dizer, sobre “aquela vez” em que o Águias da Musgueira organizou um jogo — uma “Taça da Amizade” — com o Alta de Lisboa, o rival com quem “não se dá bem”, mas partilha relvado. “O Vítor estava na porta do estádio e qualquer pessoa tinha de pagar bilhete. Mas o Renato estava habituado a chegar aqui e entrar logo, sem pagar. Não dizia nada e entrava porque toda a gente o conhecia”, resume.

Toda a gente menos Vítor Pereira, à altura acabado de chegar à presidência do clube e sem tempo para saber quem era o miúdo das tranças que passara por ele mudo e calado. “Fiquei em brasa, estava um bocado para o embroado já. Virou-me as costas e entrou por ali dentro sem dizer boa tarde nem nada, como estava habituado a fazer”, recorda, para depois contar que foi “logo atrás dele”. Assim como Vítor “não o conhecia de lado nenhum”, também Renato “não fazia a mínima ideia” de quem era o homem que o obrigou, e aos amigos, a pagarem um euro pelo bilhete que nunca costumavam precisar. “Estava habituado a fazer isso. A direção tinha mudado, ele não sabia e pronto, deu naquilo. Mas ele percebeu e depois pediu desculpa. Coisas de miúdo”, resume, cara séria, deixando que Miguel se ria pelos dois. Como Renato Sanches, há outros “quatro ou cinco que jogaram à bola” no Águias e, quando aparecem por ali, fazem o mesmo — Miguel Rosa, hoje no Belenenses, ou Bruno Patacas, que passou épocas no Nacional da Madeira, são exemplos.

Elson Tavares podia ser outro. Uma “cena de miúdo”, porém, fez com que um azar se agravasse para um problema e Elsinho, diminutivo pelo qual a Musgueira o trata, não conseguiu arranjar lugar no comboio encarnado que deu boleia a Renato Sanches. Embora ainda o tenha chegado a apanhar. “Sou dois anos mais velho que ele e, antes de irmos para o Benfica, apareceu-me uma coisa no joelho. Na altura, claro, só queria jogar, jogar e jogar, não queria parar para tratar”, conta, ainda equipado e com um sorriso conformado, no final de um treino dos seniores do Águias. É lá que joga o médio rápido de pés e cheio de ideias na cabeça sobre o que fazer à bola que, em miúdo, também ficou bem visto nos olhos do Benfica. Tanto que ele e Renato a enfiaram-se no carro de António Quadros e foram “treinar a um campo ao lado do Estádio da Luz”, para ver no que dava.

Deu em coisa boa, porque “passado um quarto de hora, nem tanto, e alguns pais que estavam na bancada a ver o treino começaram a perguntar: ‘Epá, quem é aquele pretinho que ali está a jogar?’”. O então e hoje presidente do Águias ficou “caladinho que nem um rato”, mais preocupado em ouvir do que em falar. “É que o puto é mesmojeitozinho, olha para aquilo, ele toca na bola e acontece sempre alguma coisa”, escutou também. E o que de bom ouviu boca alheia dizer nesse dia era sobre Renato, e não Elsinho, mesmo que o Benfica tenha decidido ficar com ambos. “Mas só fiquei à volta de duas semanas, não mais do que isso. Eles viam que estava a coxear muito e disseram-me que, como o problema era anterior, mandaram-me embora”, lamentou, sem mágoa na confissão. O telefone da Luz ainda o chamou mais duas vezes, mas nunca conseguiu fintar o joelho e arrancar rumo à baliza para onde hoje vê Bulo a correr.

Elsinho ficou, Renato foi e daí que hoje já não se deem “tanto como antes”. Cumprimentam-se, falam e metem a conversa em dia quando se veem, que é como quem diz, quase sempre que o menino bonito da Luz aparece na Musgueira. Não precisa de estar muito com ele para saber que “ele não se tem deslumbrado” com os pulos que deu no último mês. “Tem-se mantido concentrado”, garante, antes de carregar no “naaa” com que começa por responder ao Observador, que lhe pergunta se Renato Sanches tem sentido pressão: “Vê-se logo dentro de campo que não acusa nada”. Como se viu quando deu meia volta com a bola e a bateu com força para a convencer a entrar com um golaço na baliza da Académica. Ou quando se fartou de a pedir no pé, os 18 anos a mostrarem-se enquanto os graúdos da equipa se escondiam, na última meia hora com o Atlético de Madrid. Longe de um relvado, Renato “é um bom amigo, brincalhão e nada tímido”, mesmo que Miguel Martinho diga que ele “só dá conversa às pessoas com quem tem confiança”.

Como a irmã mais velha, que muitas vezes lhe arranjou as tranças que tem penduradas na cabeça, ou os dois irmãos mais novos. E a Dona Maria, a mãe, que à medida que os anos foram passando, sempre foi confiando em António Quadros e lhe foi dizendo: “Toma conta do meu menino”. O presidente não esquece o dia em que um dirigente do Benfica lhe disse que pretendia ficar com Renato Sanches e estava desejoso para que a mãe pegasse na caneta e assinasse o consentimento. “Não, não, eu não assino nada sem a ordem aqui do Sr. Quadros”, disse, como reproduz a memória do homem que, em 1963, foi um dos fundadores do Águias da Musgueira. Nunca em tantos anos de clube teve que dar conversa a tantos jornalistas e pessoas curiosas em saber a história do miúdo que dali veio.

António encolhe os ombros enquanto diz que “já não [tem] nada para dizer”, mas, da primeira vez que falou para uma entrevista, Renato “foi logo” ter com ele. “Presidente, você é o responsável por isto tudo, portanto, agora aguente-se!”, disse, na altura, Bulo, dando um troco na mesma moeda que o presidente do Águias lhe deu quando o menino fez birra ao saber que ia jogar para o Benfica. “Ele não reagiu bem: ‘O quê? Não vou nada, não quero ir, não vou para o Seixal, é muita longe!’. Fui-lhe dizendo que era bom para ele, para o seu futuro, e para se aguentar porque tinha condições para lá ficar durante muito tempo. Mas a vida dele era aqui, com os amigos e a família”, conta quem, há uns anos, perdeu a visão mas não deixou a memória ganhar ferrugem. Por isso não se esquece das 25 bolas e da “compensação financeira” que um dirigente do Benfica, que já não o é, lhe prometeu quando Renato Sanches se mudou para o Seixal.

Lamenta o facto de a promessa não ter ficado escrita em papel, sem disfarçar algum desalento que nem a iminente reunião com Nuno Gomes, o atual diretor da formação do Benfica, consegue curar. “Aposto que não vai dar em nada, estou mesmo à espera ele diga: ‘Desculpe lá, mas nessa altura não era eu que estava à frente da formação’. O problema é que foi um acordo de boca e, na altura, eu confiei”, lamenta. António, contudo, admite que lhe “dá alegria” hoje ouvir, de três em três dias, “os comentadores na rádio e na televisão” dizerem que “o melhor jogador do Benfica em campo começou no Águias da Musgueira”. Talvez o digam por verem, como vê Miguel Martinho, o responsável pela formação do pequeno clube, um “daqueles putos a quem chamamos jogador de bairro”. Porque “se lhe dissessem, depois do jogo com a Académica, que tinha de ir jogar pela equipa B dali a meia hora, ele jogava e chegava lá com a mesma garra”. Os futebolistas que “crescem no bairro são assim”, resume. Algures por aí, Renato Sanches estará a acenar que sim com a cabeça.

Fonte: observador.pt

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O baile do Sporting...

Deve ser esta a causa de tanto gemido e gritaria



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Orgulho ferido

É esta a mensagem simples que tem de passar para os jogadores e responsáveis actuais do SL Benfica. É este o sentimento que reina na nação benfiquista e os homens que neste momento têm a sorte de vestir o manto encarnado sagrado devem exibir-se consoante este sentimento dos milhões de benfiquistas. A rivalidade com o Sporting está marcada a tinta no ADN do que é o SLB mas marcada de uma forma muito especial. Ao contrário de outros clubes grandes o registo do Benfica com o seu maior rival histórico é claramente um registo de superioridade, ao longo das décadas. Superioridade clara em títulos, em vitórias, em adeptos, enfim, em tudo! Isto não pode nunca ser colocado. 

Outra característica escrita muito fortemente na mística do clube da águia é a capacidade de responder com força e de uma forma clara às derrotas. Derrotas dolorosas vai sempre haver, estamos a falar de um jogo, é mesmo assim. A diferença é a forma como se reage a estes murros e como ao longo da história (excepção ali no final da década de 90 e princípio do novo milénio) o Benfica tem sabido responder a noites menos boas. Foi assim quando foi vergado por 7-1 em casa do Sporting, pois quando se fizeram as contas desse campeonato foi o Benfica que levou a Taça. Foi assim quando depois dos 5-0 e na visita seguinte ao Dragão os encarnados venceram o FC Porto por 0-2. Tem de ser assim hoje!


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Hat-trick de roubalheira

Isto não é colinho é um escândalo! Três jogos seguidos a serem beneficiados pela arbitragem. Grande vénia a Bruno de Carvalho que de uma maneira nunca vista conseguiu em poucas semanas condicionar vergonhosamente as arbitragens. Mas ganhar assim vai lá vai...


Isto é penalty! Com 0-0. Aos 84 minutos! Vergonha!
E não, não há penalty nenhum 2 minutos depois sobre Slimani. Nem vão por aí! Quem faz a primeira falta é o avançado do Sporting. Depois o defesa desequilibra-se e cai em cima do argelino.

Recordo que na jornada anterior os leões venceram por 1-0 com um penalty conquistado numa jogada manchada por um fora de jogo de 1 metro e que no derby Carlos Xistra "não viu" um penalty cometido sobre Luisão com o jogo ainda em 0-0.
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